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Vanessas
Como já previsto no capítulo anterior da saga "Os finais de semana perfeitos da Vanessa", lá foi ela até Uninove na Barra Funda fazer o ENEM. O primeiro andar parece praça de alimentação de shopping (e depois reclamam quando eu falo que acho certas faculdades extremamente comerciais....). Não bastou ter ficado um tempão conversando com uma menina lá na Unicamp e depois de um século descobrir que ela também se chamava Vanessa, hoje ela passou cinco horas jogada numa sala onde só existiam outras Vanessas. Eram Vanessas de tudo quanto é tipo, estranhamente, o tipo de Vanessa que mais tinha era o "Vanessa Cristina". Ela, que nunca tinha visto uma, conheceu um monte de uma só vez.
Na hora de fazer a prova, teve o desprazer de sentar atrás de uma com o cabelo bem comprido e que insistia em, além de não prendê-lo, jogá-lo toda hora para trás, encobrindo parte de sua mesa. A vingança foi deixar os pacotinho com o farelo de seu Clube Social bem embaixo da cabeleira da fulana, e deliciar-se a cada vez que via o cabelo mergulhar lá dentro.
Ao contrário do ano anterior, consegue resolver todas as questões com sobra de mais de 2 horas até o término da prova. Isso seria um sinal de que ela iria sair cedo do local, não? Se você pensou sim, teve o mesmo pensamento que ela. Mas ela enrolou tanto para fazer aquela redação que ficou até o término do tempo praticamente.
Tinha uma regra que dizia que os últimos 3 alunos deveriam sair juntos. Ou seja, se você for o antepenúltimo a terminar a prova, não pode sair até que as outras duas saiam, não interessa se elas vão demorar mais 1 ou 20 minutos. Quando faltavam apenas uma dezena de pessoas para sair, Vanessa apressou a marcação no cartão e teve a sorte de ser exatamente a antepenúltima a terminar o exame. Resultado: teve que ficar mais sei lá quanto tempo até as outras Vanessas acabarem...
Ok. E o resultado? Se nenhuma questão for anulada (em 2002, uma das 53 foi anulada sabe-se lá porque) ela acertou 58 das 63.
Comentário: Putz, o que isso tá virando? Blog diário? Oh não!!! Eu não quero isso!
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Vanessa às 9:46 PM
Andarilha solitária vagando pela UNICAMP
Seguindo a linha dos finais de semana 'perfeitos' da Vanessa (um foi olimpíada de Física, o seguinte, provas testes, este não relatado aqui), lá se foi outro sábado em que grande parte do tempo foi gasta com algo relacionado aos estudos. Desta vez, acordou cedo, 6 horas, naquele frio congelante que é São Paulo de manhã, para ir até a Unicamp, aproveitando o UPA (Unicamp de Portas Abertas).
Como tudo sempre dá certo para a Vanessa, imagine se ela não se perdeu por lá... Foi por aproximadamente uma hora, enquanto procurava a Faculdade de Engenharia Elétrica e da Computação (ela nem estava muito interessada, era mais por curiosidade)? Como foi isso? Tem uma praça circular no meio do campus, as ruas são radiais, e no meio dela, uma fonte que impede que você corte caminho. Então, Vanessa contorna a fonte para chegar ao seu destino, mas nesse contornar sempre perde a noção de quanto andou e pra onde é que ela estava indo, afinal, tudo é desconhecido e parece igual para ela. E assim prossegue Vanessa, andarilha solitária, visto que as faculdades que ela queria visitar interessavam somente a ela, parando, perguntando, dando voltas e mais voltas feito barata tonta. Quando acha que finalmente seguiu o caminho certinho, que, ao olhar para a frente, dará de cara com a rua que leva ao seu destino, se depara com aquele monte de faculdades da área de humanas, sendo que a que ela esperava era pelo menos uma de exatas ou biológicas. Nisso, dá um olhar tão incrédulo pro outro lado da rua, que, antes que ela verifique o mapa pela milésima vez (sim, ele se perdeu com um mapa na mão!!!), e saísse implorando por socorro, prontamente aparece alguém que finalmente consegue indicar o caminho e fazer com que a maratona dela acabe (não acho exagero em dizer que ela passeou por mais de 75% do local, embora só tenha visitado uma faculdade e uma palestra sobre criptografia nas quase 4 horas em que lá esteve). Quando ela chega, não aproveita nada, pois tem que voltar rapidamente ao pavilhão central para poder aproveitar totalmente a palestra e visita organizada à Faculdade de Engenharia Química, que é o que realmente interessava à ela.
Ao chegar na Engenharia Química, via ônibus, descobre que ela ficava praticamente ao lado da Faculdade de Engenharia da Computação, que tanto tempo gastara procurando e de onde saíra correndo há pouco tempo atrás...
Depois dessa, só lhe resta torcer por um proveitoso domingo. Oh não! Amanhã, será outro dia perdido! A pobre Vanessa será jogada numa sala junto com diversas outras Vanessas e será obrigada a passar horas resolvendo os 63 testes do Enem!*
*Enem até que é legal de resolver, puro reciocínio, lógica e interpretação, coisa que eu adoro. Mas aquele monte de textos exige uma santa paciência...
PS: É claro que teve partes muito boas, interessantes e curiosas nessa viagem a Campinas, principalmente no que se refere à Faculdade de Engenharia Química e algumas pessoas desconhecidas que lá a acompanharam e trocaram idéias com ela, mas vocês sabem, no seu blog, a chata da Vanessa nada mais sabe fazer do que reclamar da vida...
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Vanessa às 11:39 PM
Sexta-feira, Agosto 22, 2003
Ó dúvida cruel.... Mato ou não mato o blog?
Para não cometer ações precipitadas das quais possa me arrepender futuramente, este blog passará por um período sem atualizações, que se estenderá até próximo sábado, dia 30 de Agosto. Ou seja, até lá, não precisam mais gastar seus preciosos tempos visitando este blog.
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Vanessa às 5:17 AM
Na falta do que escrever, e com a idéia de que blogs devem ser bem atualizados, a solução é apelar para os resumos do dia (conhecidos também por posts diários). Confesso que não sou fã deste estilo, há alguns que leio regularmente, é verdade, deve ser porque me acostumei a eles ou por amizade aos donos. O que não quer dizer que todos os blogs assim não sejam interessantes, há quem saiba fazer isso bem feito e torná-los mais atraentes. Chegar de enrolar, vamos ao meu "post resumo do dia relativo ao sábado".
E aí Vanessa, como você foi nas Olimpíadas de Física?
Em pleno sábado, onde meu normal é levantar depois do meio dia, acordei às 7 horas para dar uma estudada geral.
Perdi a lapiseira e uma caneta enquanto ia pra lá graças ao bolso da calça, que deixa cair tudo se você sentar relaxadamente. Sobraram a borracha, uma caneta daquelas que se ganha de brinde e um cartucho de grafite. Em cima da hora arranjei emprestado um lápis de 5 centímetros e uma lapiseira cujo grafite quebrava de 5 em 5 minutos para realizar as 3 horas e pouco de prova. Fazer o que né...
Cheguei meio atrasada e tive que atravessar a passarela da Raposo Tavares e o colégio inteiro (pra quem não conhece, saiba que é um grande percurso) até chegar ao prédio em menos de 5 minutos, ou seja, fiz o começo da prova com a perna tão dolorida que até para dobrar era difícil.
Fui informada de que era obrigatório o uso do uniforme, mas lá descubro que a informação passada pelo profesor dias antes era falsa. Me senti idiota.
Como sempre fui a última a sair. Segundo o gabarito não-oficial do professor, fiz 13 acertos das 20, considerando-se que 4 das 20 eu não possuia conhecimento suficiente para fazer, e que a média de corte ano passado era 8 pontos, estou praticamente classificada e assegurada nas aulas de reforço da matéria. Objetivo atingido (nerd nerd nerd nerd nerd nerd....)
Na volta, para minha sorte, ao invés de passar frio no ponto esperando o ônibus e gastar mais grana com a passagem intermunicipal, arranjei carona com o prefessor de física, que ia passar na casa da sogra, que ficava perto da minha, mas antes, fui dar um passeio até Osasco buscar a esposa dele.
Ao chegar em casa, exausta, almoço, perco um tempão pra livrar o computador daquele vírus que atacou bastante nos últimos dias e que fecha o computador automaticamente sempra o usuário se conecta, o MS.Blaster. Isso justifica eu ter deixado algumas pessoas falando sozinha no icq algumas vezes. Após isso, aproximadamente às 7 horas da noite, me jogo na cama, ligo o som e durmo, para só acordar domingo de manhã. Ou seja, nem jantei. Como eu já previ no post anterior, foi um sábado excepcional...
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Vanessa às 1:10 PM
Quinta-feira, Agosto 14, 2003
Há coisas que só o vestibular faz com você:
Increver-se nas Olimpíadas de Física, sendo que você ama essa matéria, com a finalidade de tentar ganhar aulas extras de física com seu querido professor, que decidiu só dá-las a quem passar para a segunda fase. Como você precisa saber a porcaria desse conteúdo para entrar na faculdade, vai passar o sábado, das 13 às 17 horas no colégio resolvendo 20 testes de física. Adorável, era tudo o que eu planejava pro meu fim de semana!
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Vanessa às 9:53 PM
Terça-feira, Agosto 12, 2003
Leitor cativo (supondo a existência de algum, claro):
Pô Vanessa, por que você ficou tanto tempo sem atualizar? Não aguentava mais entrar aqui e ver aquela p**** de post de novela! Foi por que estava se matando de estudar? Se for isso a gente te perdoa.
Vanessa:
Eu me matando de estudar? de onde tirou tal idéia? Ah, deve estar se referindo àquele post do dia 2... Hahahahaha! Até hoje eu rio quando me lembro daquele post. Pode-se dizer que minha rotina está tranquila, sem paranóias, correria, preocupações. Eu estudo um pouco, ainda não peguei o ritmo, mas dá para chegar lá.
As razões do período sem posts são várias. Podemos até classificá-lo em fases:
1º fase: "Não tenho o que escrever"
Foi quando eu conectava a internet, entrava no Blogger, e, com aquele negócio na minha frente, apenas esperando que eu escrevesse algo, não sabia o que escrever. Então, fechava a janela do navegador e prosseguia a vida. Eu ainda postei um pouco nessa fase.
2º fase: "Ai, que preguiça de escrever..."
Pensamento ao entrar na internet para abrir o e-mail e ver como anda a situação do blog: "Oh, que legal, eu tenho um blog! Pessoas devem estar cansadas de entrar lá e ver sempre a mesma coisa. Logo, deveria eu postar algo. Mas tô com uma preguiiiiiiça... fica pra próxima".
3º fase: "Blogs? Melhor não tê-los!"
Também conhecida como "Já tô de saco cheio dessa coisa". Nem ligava mais pro meu, imaginava que a coisa mais nerd e inútil que podia haver é criar e manter um blog bem atualizadinho. Ignorei-o, até visitas aos outros blogs reduziram-se.Imaginei como poderia ser o post em que mataria definitivamente o "Blog da Vanessa". Tenho o esboço dele guardado no bloco de notas. Talvez utilize-o em um futuro não muito distante.
4º fase: "Ah, dane-se, eu sou nerd e inútil e quero escrever no meu blog. Ué... Por que esta porcaria não está conectando!?"
Assumo o que sou e resolvo voltar a escrever. Sentada na frente do computador, fico esperando a conexão, mas ela nunca ocorre. O telefone tá com problema. Minha casa fica sem telefone por uns dias... a internet demora um pouco mais, porque o homem que cuidou do conserto fez umas bobagens e teve que voltar outro dia. Ou seja, não reclamem a falta de atualizações!
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Vanessa às 4:55 PM
Ô bando de noveleiros!
Antigamente, novela era algo de gosto predominantemente feminino. Eu, no auge da inutilidade, confesso que já cheguei ao cúmulo de assistir a 3 novelas todo dia. Agora, sossegada, não acompanho mais nenhuma (com exceção da reexibição de "O Cravo e a Rosa", que já acabou), nem tv direito eu assisto (exceção: desenhos, Casseta e Planeta, Os Normais, A Grande Família, Rock Gol, esportes e jornal), apenas vejo algumas cenas de vez em quando para entender as piadas que aparecem por aí, principalmente as do humorístico Casseta e Planeta.
No começo do ano, fui surpreendida ao descobrir que meu avô assistia diariamente Malhação. Todo dia, no mesmo horário, lá estava ele, com seus passos lentos, dirigindo-se à sala, ligando a tv, sintonizando na Globo e acomodando-se no sofá com a cara alegre. Depois, descobri que meu primo também costumava assistir de vez em quando.
Meu pai é o pior. Assiste todo dia à novela das oito (mas que começa às nove...), faz comentários relacionados a ela diversas vezes (na boa, deve ser apaixonado pela Giulia Gam, não pára de falar nela!) e chegou ao ponto de expulsar eu e meu irmão da tv porque o Mulheres Descontroladas já tinha começado. Isso por que há alguns anos, não parava de dizer "novela é só perda de tempo". Agora, a gente chama ele de noveleiro e ele faz uma defesa apaixonada pelo seu direito de ter "algum momento de lazer no fim do dia". Ok pai, nós acreditamos no que você diz...
A maioria das vezes que eu colocava no "O Cravo e a Rosa" meu irmão ficava por perto e sentava perto da tv com o prato do almoço e assistia. Eu achava que ele só assistia porque eu estava assistindo. Engano. Outro dia, acordo mais tarde, ela já havia iniciado e lá estava ele, na frente da tv, com a atenção direcionada exclusivamente para a tela e reclamando quando alguém fazia ruídos inconvenientes. Sexta, último capítulo, quase a hora dela começar e meu irmão no maior ronco. Abro a porta do quarto, acendo a luz e mando ele acordar. Nem se move. Basta a dizer as palavrinhas mágicas "Não vai assistir o último capítulo? Já começou!" que em 5 segundos ele já está de pé e correndo para a sala. E ainda fica perguntando sobre o que aconteceu no penúltimo capítulo durante os intervalos. Francamente...
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Vanessa às 6:31 AM
Mais uma das provas de que organização é meu ponto forte:
29/07 - último dia das férias.
Vanessa está relaxada, tranquila, sem paranóias, curtindo seu descanso. Por volta das 17:30 horas, resolve começar a organizar as coisas para o dia seguinte. Tira aquele monte de lixo da mochila, procura os livros, vê se está tudo em ordem e então vai ao armário procurar o uniforme do colégio. O armário é uma maravilha, daqueles que é necessário ter um cuidado especial ao abrir a porta com a finalidade de evitar que o conteúdo "ganhe vida" e saia correndo alegremente em direção ao solo. Inicialmente, apenas revira as roupas, deixando todas lá dentro. Não obtendo o resultado esperado, começa a tirá-las e jogá-las em cima da cama de qualquer jeito. Já enxergando o fundo e ainda insatisfeita com a busca, devolve tudo, desta vez tendo o cuidado de verificar peça por peça. Quando o céu já está escurecendo, o desespero começa a invadir a mente da garota: "Cadê meu uniforme?!?! Eu jurava que estava aqui!" Sai numa busca pela casa e encontra tudo amontoado e sujo. "Ai... o que eu faço agora?" Sai correndo para a lavanderia, pega dois baldes, joga um pouco de sabão em pó dentro e leva para dentro do lar. Enche de água e coloca a camiseta branca num e a calça de moleton azul na outra, deixa lá por um tempo e depois volta para esfregar e enxaguar. Tudo isso é feito no melhor banheiro da casa, pois a lavanderia é congelante e neste momento já devia estar infestada de pernilongos. Durante este período narrado, quem quisesse utilizá-lo, deveria dirigir-se aos outros. Seu uniforme agora está limpinho. Mas não pode vestí-lo molhado. Não há secadora e não consegue torcer forte o suficiente. Nisso, a idéia mais absurda passa pela sua cabeça. Sai catando um monte de toalhas secas e fica espremendo a roupa nelas (a mãe dela quase tem um treco ao vê-la fazendo aquilo). Agora não está molhada, e sim úmida, pendura-a e deixa-a secando.
30/07 - início das aulas
4 horas: Vanessa acorda automáticamente sem despertador e não consegue dormir mais. Lembra-se do uniforme, como esperado, úmido ainda. Mas ela precisa dele para daqui a uma hora e meia. Com o auxílio do ferro de passar tenta secá-lo. Após longo esforço, finalmente obtém a vestimenta em condições adequadas para uso e dentro do horário disponível. Ufa!
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Vanessa às 4:36 AM
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