Nome: Vanessa I. F.

Idade: 20 anos

Nascida em: 27 de Junho

Habitats: São Paulo/Campinas - SP



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Sábado, Março 27, 2004

Cardápio básico

- Omelete
- Carne com cebola (quando tem carne)
- Salada de cenoura ou pepino
- Macarronada (4 vezes por semana)
- Nuggets
- Miojo
- Sopinhas prontas como entrada
- Sucrilhos
- Maçã
- Iogurte
- Suco concentrado (aqueles de adicionar água e açúcar)
- Gelatina
- Chocolate
- Bolachas

Variações: Bolo e pão de queijo quando alguém decide fazer, pizza após acordo comum entre 4 moradoras, cachorro quente coletivo.

Nota 1: Aprender a cozinhar decentemente e a lavar verduras.
Nota 2: Tomar cuidado para não enlouquecer tendo um cardápio tão variado como este.


Enviado por Vanessa às 11:18 AM


É, acho que não sou nerd*. Até agora não ativei minha conta nos computadores da FEQ, só entrei nos computadores da biblioteca central duas vezes para ver e-mail e demorei menos que 15 minutos em cada. Não há tempo livre para distração, nada mais lembra aquela que costumava passar 6 horas seguidas na frente do monitor. Isso é bom ou ruim?

*Há várias definições para tal palavra. A aqui utilizada, é do ser que necessita de computadores com conexão à internet para sua sobrevivência.


Enviado por Vanessa às 9:23 AM


Você costumava ir bem nas provas de matemática. Você adorava a matéria, ia bem quase sem estudar, amava aquilo, foi algo que influenciou você em sua escolha de carreira.
Ao chegar na faculdade, você passa a "boiar" em tudo que o professor de Cálculo 1 escreve e fala, mas descobre estudando pelo livro que ele estava dando uma revisão de coisas que você já tinha aprendido. Na matéria nova, você se sente totalmente perdida. Desiste de voltar para São Paulo e passa um final de semana em Campinas, seu domingo resumiu-se a 3 palavras: comer, domir, estudar. No teste, que todas as outras turmas dizeram achar fácil, você se f.... e começa a se achar a mais burra das criaturas, pois tem certeza, sem exageros, de que não sai com uma nota maior do que 5,0. Descobre então que a sensação é compartilhada não só por você, mas pela sua turma no geral. Sente-se melhor ainda quando ouve seres de outras turmas elogiando seus pofessores e descobre que o mesmo não ocorre em relação a seu professor.

Ó, o que devo fazer?
1 - Nada. O fato de cálculo 1 ser uma matéria que praticamente trava o curso e você estar se ferrando não é motivo de estresse. E esse foi apenas um teste, lembre-se de que você descarta a menor nota. Descarte essa e vá melhor nos demais.
2 - Manter a raiva em relação ao professor e passar mais horas do que as não poucas horas que já passa estudando.
3 - Frequentar as aulas somente para assinar a lista de presença, estudar em casa e tirar dúvidas com os monitores se necessário.
4 - Frequentar um psiquiatra.
5 - Chamar outros seres perdidos na matéria e começar a frequentar sessões de terapia em grupo.
6 - Observar aqueles veteranos vagabundos que aparentemente não frequentam aulas, que encontra quase sempre "à tôa", que parecem não fazer nada na vida além de promover festas. Inspire-se neles e pense positivo: "Ora, se eles passaram, porque você não passaria?"
7 - Largar o curso e debandar para a área de humanas.

Hum... Retiro a pergunta. Já sei o que fazer (2 e 6, talvez a 3).
Não reparem se houverem longos períodos de desatualização.


Enviado por Vanessa às 9:07 AM


Sábado, Março 13, 2004

Adoráveis professores

Oh, céus, de fato, o que as pessoas falam sobre os professores de faculdade é verdade. Eis alguns dos exemplares com os quais terei aulas durante o primeiro semestre:

Cálculo I: No primeiro dia de aula, já havia perdido o horário e fui recuperá-lo. Recuperado, já passado um tempo do início da primeira aula, e sendo esta lá no fim do mundo, assisti à aula na sala errada. Nesta, o professor parecia ser muito bom, e fiquei imaginando: "Uau! Esse cara é foda! Como será o meu?". Em outro dia, sala correta, descubro que é um gordo que escreve "excessão" e "mais geralmente", expressão esta que ninguém entendeu e do jeito que foi utilizada levou à hipótese de 4 sentidos para a frase, tal que o significado correto ainda não foi descoberto. Os alunos corrigem o professor dezenas de vezes durante a aula, é algo tão freqüente que não está descartada a possibilidade de alguns erros terem passados despercebidos. Por vezes, posiciona-se na lousa de forma que certos alunos, dependendo da posição, não conseguem ver aquilo que está sendo explicado, pois seu corpo ou barriga impedem. Eu poderia dar aula no lugar dele, afinal, levar a aula num papel, copiar na lousa e lê-lo durante as explicações até eu faço. E, se eu soubesse a matéria, sem os erros.

Laboratório de física: Eu só entendo o que ela fala quando ela lê algum papel em português e eu estou com o papel em mãos. Ou quando me lembro das aulas de espanhol e consigo assimilar alguma coisa no meio daquele amontoado de palavras ditas rapidamente, aí eu entendo parcialmente o que é dito. Não raramente, eu e as companheiras de mesa temos alguns ataques de riso quando ela começa a falar, de forma que técnicas para disfarçar a situação já foram criadas. Copiar a lousa exige atenção extra, pois você tem que caçar os erros de português e ainda ser rápido, pois a mulher escreve rápido e se voce não correr na escrita, corre o risco dela apagar o que você estava escrevendo (acho que consultar para ver se há alguém copiando aquela parte não custa nada).

Química analítica: A primeira aula foi tão interessante, a acústica da sala estava tão perfeita que eu, sentada no fundo da classe, só conseguia pensar "Hum... vejamos... tem um cara lá na frente. Esse cara está mexendo a boca, logo, deve estar falando algo. Mas por que eu e os outros ao meu redor não ouvimos nada???". Concentrando-me para tentar ouvir o que ele dizia, dormir em alguns momentos foi inevitável. Na segunda aula, posicionada na primeira fileira, e com o professor utilizando microfone, imaginei "Eeeee, hoje eu não durmo!". Não dormi, não pega bem cair no sono na frente do professor, mas essa façanha foi obtida com muito esforço, afinal, como disseram algumas pessoas, ele dando aula e cantando "nana nenê que a cuca vem pegar" dá na mesma.

Geometria analítica: Professor italiano. Você tem de se concentrar um pouco mais para ignorar o sotaque, mas pelo menos não dá para dormir e ele consegue falar português. Deve ser um bom professor, apesar de que há quem não goste por dar preferência à prática ao invés da teoria.


Enviado por Vanessa às 3:05 PM


Sábado, Março 06, 2004

Unicamp. O que você fez comigo???

- Não senti falta de um computador com internet. Foi estranho voltar para São Paulo, ver o computador e pensar: "ó, puxa, eu lembro que eu costumava passar horas na frente daquilo. Acho que eu tinha um blog também..."

- Fui a uma balada tunts-tunts. Pra ter uma idéia de como eu gosto da coisa, só fui nelas 4 vezes na vida. Essa eu fui só porque era negócio da faculdade, era para ser de integração, pra mim deu na mesma, fiquei no mesmo grupo de pessoas que já conhecia. Não sei o que é pior, ir em choppada e ter que pagar 2 reais por uma água, aquele tunts-tunts ensurdecedor, os bêbados, idiotas que puxam você pelo braço ou saber que às 8 da manhã tem aula mas você só vai embora depois das 4h.

- Tirando o dia da tunts-tunts, eu dormi sempre antes das 23h. Para quem se acostumou a dormir depois das 1h30min, chegou a dormir dias seguidos somente às 7 da manhã, acordar às 6h50min todo dia é algo incrível.

-Ó! Eu consigo ser sociável. Eu consigo conviver bem com as outras 6 da pensão (que ainda não está lotada, tem quem ainda não se mudou e pelo visto logo alcançará sua capacidade máxima), participei dos trotes sem reclamar muito, converso com outros bixos do curso (aliás, o bom do início é que ninguém conhece ninguém e as pessoas estão, por isso, mais abertas, é mais fácil de se conversar, não há os malditos grupinhos fechados por enquanto).


Enviado por Vanessa às 3:59 PM