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Historinha só pra dizer que eu atualizo essa coisa
Campinas, terça feira, véspera de feriado.
Na pensão da Vanessa....
-Não tô afim de ficar em casa hoje...
-Pô, amanhã é feriado, hoje tá tendo festa em tudo quanto é lugar de Barão Geraldo.
-Vamos sair para algum lugar?
-Vamos.
Passa-se um longo tempo até que se decida o destino da noite. 4 moradoras (A, B, C e V) tomam banho, se arrumam e lá pra meia-noite e pouco elas saem para o happy hour da mecânica, dentro da Unicamp, planejando, depois de lá, irem para outro lugar, no caso, arranjado pela única veterana das 4 (C), que se encontraria com amigos por lá para decidir.
No happy hour da mecânica, meia-hora depois de terem chegado...
A - Meu, isso tá entediante.
V - Pior que está mesmo.
B - Tô passando mal...
A - Vocês estão afim de sair daqui pra outro lugar ou vamos voltar pra casa e dormir?
B - Voltar pra casa e dormir.
V - Dormir, lógico.
V - Pior que só a C que vai ficar tem a chave.
A - Não, tudo bem, a gente acorda as meninas que ficaram em casa, não faz muito tempo que nós saímos, pode ser até que ainda tenha alguém acordado.
Voltando à pensão, a primeira coisa a fazer é tocar a campainha, que é tocada inúmeras vezes. Não obtendo resultado, decide-se então gritar pelo nome de uma e bater na porta. A vizinha rabugenta acorda e vem reclamar, falando que nós estávamos acordando a vizinhança inteira, mas ninguém de dentro acorda. Não podendo mais gritar, continuam a esmurrar a porta, quase arrombando, mas não acontece nada. Resolvem então ligar para ver se alguém acorda com o telefone. Ninguém estava com celular. Vão as 3 para o orelhão mais próximo, ninguém tem cartão, vai à cobrar mesmo. Toca, toca e ninguém atende. Têm a idéia de ligar para o celular de alguém de dentro, mas ninguém tem os números. Desistem e tomam o rumo de volta.
No meio do caminho, A tem uma idéia: "Ô, vamos pegar umas pedrinhas e jogar no vidro da cozinha (que é mais próxima aos quartos) para ver se alguém acorda?". Idéia absurda, mas lá vão V e A catar pedrinhas na rua para tacar na janela. Uma e pouco da manhã, linda cena, 3 garotas arrumadinhas tacando pedrinhas através do muro tentando acertar o vidro da casa onde moram. Acabando o estoque de pedrinhas, A, de salto alto, tenta pular o muro para chegar na janela de um dos quartos, mas não consegue por causa do arame farpado. Tentam abrir as janelas, voltam à campainha e ao espancamento de portas, e nada. Voltar para o happy hour é impensável, uma vez que uma das 3 não se sente bem e é capaz que C não mais estivesse lá. Cansadas, meio desesperadas, não sabendo se riam ou choravam da situação, se apóiam nas grades e ficam pensando no que fazer. Passa então a viatura da segurança local. O que ele pode fazer? Sei lá, mas não custa nada chamar pra ver no que dá, sem falar que as proximidades da Unicamp são perigosas.
Pára então a viatura, o tiozinho fica sabendo da situação e tenta abrir a porta com umas chaves-mestras. Nenhuma abre. Volta ao esmurramento da porta, desta vez com mais força. Passa outra viatura, que vê a primeira parada e também pára. Acontece a mesma coisa e nenhum resultado. Depois de um tempo, são 4 viaturas estacionadas na frente da casa e nada. Continua o homem batendo na porta, e nada.
Quando V dirige-se novamente à campainha, a luz da garagem pisca. Alguém dentro da casa pergunta quem é, a porta é aberta e todos ficam felizes.
Versão da moradora que permaneceu dentro da casa e abriu a porta:
"Eu acordei com alguém batendo forte na porta e pensei "PQP, estão querendo assaltar nossa casa!". Estava tremendo de nervoso, rezando pra porta não ser aberta. Não sabia o que fazer, estava pensando em chamar a segurança local. Se alguém pulasse o muro e aparecesse na janela do quarto eu enfartava. Quase morro do coração quando vejo no olho mágico e tem um homem tentando abrir a porta, não ia abrir a porta de jeito nenhum. Daí eu resolvi piscar as luzes e perguntar quem era, foi um alívio quando eu vi que eram vocês".
Na manhã seguinte....
Moradora E (que havia saído naquela noite, mas para outra festa):
-Sério que vocês ficaram trancadas fora de casa? A chave estava do lado de vocês, sempre que eu saio deixo ela do lado de fora, escondida em tal lugar.
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Vanessa às 10:54 AM
Tipo assim...
Apenas curiosidade minha. Quem é que sai procurando pelo meu nome inteiro no Google para entrar no blog?
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Vanessa às 2:06 PM
Uma coisa que me irrita em Barão Geraldo são os motoristas. Dentro do campus da Unicamp, quase ninguém dá a porcaria da preferência que é dos pedestres, e isso é o que não falta por lá, na rotatória muitos ignoram a função da seta, que ajudaria muito a nós pedestres que precisamos saber quando um veículo irá virar naquela rua que obrigatóriamente necessitamos atravessar para entrar no campus, ou então, há o absurdo de quem dê a seta para dentro da rotatória quando vai virar à direita (me contaram e eu achei ridículo, depois pude presenciar pessoalmente).
Sem falar do idiota que veio correndo naquela avenida largona e passou com os pneus cantando a uns 30 cm, no máximo, de mim e minhas 4 colegas de pensão que voltávamos do supermercado e esperávamos para atravessar a avenida (pô, a gente nem estava no meio da rua, apenas havíamos descido o degrauzinha da calçada). Eu jurava que ia ser atropelada, fiquei alguns segundos estática depois até confirmar se minha compras estavam inteiras e eu ainda estava viva. A vontade que eu tinha era de pegar algo pesado e jogar no vidro do carro, mas infelizmente meus instintos "devo parecer aos olhos dos outros uma pessoa normal, boazinha e anti-confusão" falaram mais alto e eu fiquei só na vontade.
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Vanessa às 2:04 PM
Quinta-feira, Abril 08, 2004
Feriado = descanso? Haha...
Quarta: descanso
Quinta: estudar Cálculo 1, tentar fazer o título de eleitor.
Sexta: pesquisar pré-relatório de química, iniciar relatorio de química e fazer parte dos cálculos do relatório de física.
Sábado: Estudar física, ir ao supermercado comprar estoque de comida.
Domingo: abrir o ovo de páscoa, empanturrar-se de chocolate, voltar para Campinas e estudar física.
Claro que todos os dias ainda terá a madrugada nerd de sei lá quantas horas seguidas na internet, da qual não abro mão.
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Vanessa às 9:08 AM
Durante meus anos de colegial, sempre que via meu irmão, estudante da USP, não tendo aula em nenhum dia da semana santa nem da semana da pátria, pensava: "Pô, que folga! Também quero entrar numa faculdade pública."
Entro então numa pública, que não a USP, e fico toda contente imaginando "Eeee... vou ter as mesmas regalias". Quando olho o calendário na semana santa, além de ter aula até quarta, ainda tenho teste de química na terça. As coisas nunca saem como planejado. Ô saco.
(Sim, aqui estou eu em São Paulo com aquele levíssimo livro de somente mil e quarenta e duas páginas, que não fez peso nenhum na minha mala, para estudar somente algumas folhas).
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Vanessa às 6:08 AM
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