Sábado, Setembro 11, 2004
Após mais de um semestre com experiência em viajar de ônibus duas vezes por semana, ultimamente, toda vez que entro num ônibus, torço para que certas figuras não se sentem do meu lado ou nas proximidades. São elas:
O cheiroso
Ao sentir o odor agradável proveniente do ser, impossível não ter a impressão de que ele passou uma semana enterrado num lixão, sendo que quando saiu foi para comprar a passagem e realizar a mesma viagem que você.
Peguei um ser desse tipo apenas uma vez. A viagem era de noite, estava eu gripada e em um daqueles dias realmente frios. O sujeito sentou ao meu lado e a situação estava tão crítica que eu preferi passar a viagem com a janela aberta e recebendo o vento direto na cara do que deixá-la fechada e ter a sensação de que ia morrer intoxicada no ônibus.
A tia do celular
-ALÔ? AH, É VOCÊ? JÁ TÔ NO ÔNIBUS, ACABEI DE SAIR ! ENTÃO, BLÁ BLÁ BLÁ A VIDA TÁ DIFÍCIL... BLÁ BLÁ FAMÍLIA... BLÁ BLÁ BLÁ FOFOCAS....
Na minha opinião, certas pessoas deviam ser proibidas de possuírem um celular por falta de bom senso. Na boa, vai viajar de ônibus, por que deixá-lo ligado no fundo da sacola com o toque no último volume!? Tá esperando ligação? Deixa num local de fácil acesso e no modo silencioso, pô! Quer coisa mais agradável do que viajar todo tranquilo, tentando tirar um cochilo e quase morrer de susto quando começa a tocar uma daquelas musiquinhas discretas e o som parece não ir embora porque a pessoa demora a se tocar de que o aparelho é o dela e para encontrá-lo é outra infinidade de tempo? O "mais-melhor-de-bom" é quando a tia atende e começa a puxar uma animada conversa com o ser do outro lado da linha, falando baixo o suficiente para que até o ser que senta a uns 4 bancos de distância consiga ouvir perfeitamente a conversa interessantíssima.
A criança saudável e feliz, óóó...
Eu tenho um sério problema de irritabilidade com crianças desconhecidas extrovertidas e que os adultos olham e dizem: "ó, que gracinha, hihihihi...". Quando viajo próxima a uma daquelas crianças que passam 80% do tempo contando historinhas, falando alto, se movimentando entre os bancos e fingindo que são apresentadoras de programa, entrevistando os passageiros, minha cara consegue a capacidade de ficar mais séria e feia do que já é (e isso é difícil).
Quem ronca? Eeu? Imagine!
Frequentemente eu tenho ênjôos ao viajar de ônibus com ar condicionado e com aquele cheiro característico que não sei descrever. Por isso, procuro dormir ou fingir que durmo para esquecer do problema. Mas a coisa fica difícil quando a pessoa que se senta ao seu lado consegue dormir antes de você e começa a soltar aquele barulho que incomoda tão pouco quanto um uma britadeira em ação durante a madrugada.
O espaçoso
Eu sei que eu sou magra e baixinha, não ocupando todo o espaço disponível, mas isso não dá o direito daqueles folgados invadirem minha área para os pés com suas malas e sacolas monumentais, colocarem o braço naquele apoio entre os bancos e me empurrarem para a janela para não ter aquele cotovelo encostando em mim. Também não entendo a necessidade de certas pessoas de não pararem de se mexer, acendendo e apagando a luz toda hora (para isso a pessoa se levanta, invade boa parte de meu "espaço aéreo" e de vez em quando tenho de desviar a cabeça para não levar cotovelada).
COF! COF! COOOOOOF!
Eu não ligo que se sente alguém no meu lado e fique espirrando e assoando o nariz de vez em quando. Mas tem gente que parece querer passar aos outro a impressão de que vai morrer a qualquer instante. Espirros freqüentes e os mais discretos possíveis, daqueles que tão fracos que a pessoa pula e depois você a observa para ver se o pulmão dela não saiu junto na hora do espirro. Tem também a variação seca, a pessoa tosse trocentas vezes, com aquele som de quem tem um litro de catarro no pulmão e você olha para ela assustada e com medo de pegar a doença.
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Vanessa às 10:57 PM
Domingo, Setembro 05, 2004
Feriados
Enquanto era eu uma mera estudante de colegial, passei 3 anos vendo meu irmão que estuda na USP não tendo aula em nenhum dos dias da semana de 7 de Setembro. E projetava: acabando essa coisa, vou passar numa estadual e ter as mesmas regalias. Ok, entrei numa, mas olho o calendário e... continua a mesma coisa de sempre, sem aulas só no feriado e no dia que emenda, caso tenha. As coisas nunca saem exatamente como você espera, ó. Bom, também, uma semana de férias no feriaodo era querer demais...
****Como eu não sou daquelas pessoas que curtem um feriado, lá vou eu dar uma olhada nos outros. Humm... Por que no dia 11 de Outubro (segunda) não tem nenhum "não haverá aulas" indicado!?
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Vanessa às 10:40 AM
Da série "posts rápidos"
Ó, que felicidade é fazer os seus primeiros programas de computador (e eles rodarem corretamente), independentemente do fato de serem eles as coisas mais bestas e singelas que há.
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Vanessa às 10:13 AM
Ora bolas
Sexta teve o evento Unicamp de Portas Abertas. Estava eu toda saltitante feliz, observando os visitantes perdidos com cara de turistas e me lembrando do dia em que participei com meu colégio (na ocasião, fiquei mais de uma hora perdida e só achei minha faculdade com o ônibus), sentindo-me avançada em relação àqueles estudantes espinhentos de de 2º grau, pensando na passagem bixo>>veterano. Refletia sobre a vida e pensava acerca de toda a mudança pela qual passei desde o final do ensino médio.
Minha felicidade dura até o momento em que visito o Ginásio e na saída chega um dos organizadores do evento perguntando se estou perdida ou quero alguma informação. Volta a sensação: "ó céus, eu tenho cara de criança".
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Vanessa às 10:13 AM
Sábado, Setembro 04, 2004
Podiscrê...
Aos 18 anos eu já devia ter aprendido que afiar a faca e ver se o fio está bom na própria mão não é lá uma idéia muito inteligente.
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Vanessa às 2:38 PM
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