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Drogados são uns fi...
Querido diarinho
Uau! Eu, que nunca criei nenhuma comunidade no Orkut, agora já estou habilitada a criar a comunidade "Já fui assaltado em Barão Geraldo"!
Quarta de noite, estava eu 'estudando' no quarto quando ouço um grito alto: "O que é isso!?". Não me importei muito com o fato, mulher costuma gritar por qualquer coisa (ex: barata). Noto uma movimentação na casa, somente quando soam as vozes agressivas de mano e uma garota da casa solta um "pode levar o que quiser" é que me dou conta: "Putz (ok, na verdade não foi exatamente esse termo bem comportadinho), assalto!"
A atitude inicial foi trancar a porta, depois seguir a minha companheira de quarto, pular a janela e me esconder fora. Mas começaram a bater na porta, a calma e sangue-frio resolveram dar as caras (E se decidem fazer alguma coisa contra elas achando que alguém ligou para a polícia?) e voltei para abrir a porta, sendo bem recebida por um ser de 20-25 anos com o rosto muito mal escondido e por uma arma com cara de verdadeira apontada em minha direção. Logo pula outro pela janela (eram 3 no total).
Seguem-se os procedimentos padrões: localização das carteiras, roubo dos cartões e senhas, dinheiro, ameaças, gritos de "não olhe para a minha cara", blablabla... finalizando com um "entre no banheiro e só saia quando eu mandar". Ok, seguimos a recomendação e só saímos quando tivemos certeza de que não havia mais ninguém lá (quando chegou outra moradora e garantiu não haver ninguém).
Após o ocorrido, alguns pontos interessantes foram notados:
-Amadores:
- onde já se viu, roubar meu estoque de moedinhas e deixar minha carteira com quantia decente de valor? (não que eu esteja reclamando).
- Só um estava com máscara, os outros cobriam muito mal o rosto com moletons da casa.
- a outra que pulou a janela permaneceu fora e ninguém vasculhou a casa para procurá-la. Tivesse ela levado o celular, poderia tranquilamente enviar mensagem para algum amigo ligar para o 190 (falar poderia chamar atenção).
-Estranhos
- Faziam ameaças mil, mas pedia desculpas se encostava sem querer em alguém.
- Deixaram alguns celulares em bom estado e minha carteira intacta, mas levaram uns celulares antigos, com bateria esgotada e cheio de adesivos.
- Fulana tá passando mal? Oferece um copo d'água, abre a janela...
- Que amor pelas namoradas... Preocupação imensa em saber se havia um Nike Shock feminino (acho que era isso), roubo de um bichinho de pelúcia (presente de aniversário de namoro), roubo de duas blusas cor-de-rosa (uma minha da TNG que eu comprei numa liquidação e só usei uma vez).
- Levaram a carta que alguém escrevia para o ex-namorado há meses, um pouco por dia. Pra quê!?
- Drogados desesperados: foram encontradas canetas com forte cheiro de solvente e cotonetes encharcados com a tinta delas (ô pobreza...). Só levaram coisas de pequeno porte (discman, cartões, câmera digital, dinheiro). Por essas e outras, eu odeio drogados.
- Muy amigos:Onde estavam os vizinhos que não acharam suspeito o cantar de pneus duas vezes no mesmo lugar? Aliás, a frieza deles após conhecimento do fato foi impressionante. E a segurança local que passa toda noite por lá, que mesmo para quem não paga o serviço de escolta tem a obrigação de averiguar ações suspeitas, e especificamente naquela noite não passou ou achou nada estranho duas portas que sempre estão fechadas escancaradas por um tempo razoável e sem nenhuma movimentação no local? Só aumenta a suspeita de veracidade do boato de que pessoas do segurança facilitem a ação dos ladrões para terem seus serviços contratados.
-Humor? "Sei que estão chocadas, mas não precisam se impressionar, Barão é o melhor lugar do país para se morar, saiu sei lá quando no jornal tal", dizia a moça da imobiliária. E logo depois o rapaz que nos acompanhava dizia: "ahã... também saiu, recentemente, em determinado meio, que aqui é o lugar mais perigoso do Brasil levando-se em conta população, extensão, quantidade de crimes ocorridos, etc." E depois a rapariga ainda solta um "Imagina!". Eu não suporto gente que trabalha em imobiliária.
Francamente... Todos têm perfeita noção de que de uns tempos pra cá há uma onda de assaltos a repúblicas por lá, e ninguém faz porcaria nenhuma para mudar. Para fazer um B.O. é aquele mau atendimento, investigação depois do crime não se vê, a segurança pública não existe, só a particular, que lucra cada vez mais com essa onda e ainda é suspeita de facilitar (a da região chegou a pedir gentilmente a um dos vizinhos muy amigos que conversasse conosco para não nos mudarmos e ofereceu seus servicinhos). Os assaltantes chegam armados, rendem e não é possível fazer nada, na maioria dos casos os bandidos conhecem a rotina completa das pessoas da casa, em alguns casos sabem até a quantidade de coisas que existem lá e há quanto tempo a pessoa mora por lá.
Então me soltam: saia da república, more em outro lugar. Ah tá. Pensão é aquela facada no bolso e restrições mil, kitnets nem se fala, um cubículo onde você pode gastar até R$900,00 para viver apertado (e há muito assalto a elas ainda), apartamentos por lá são poucos e necessitam de algum tipo de transporte para chegar ao campus, apartamentos fora do bairro só para quem tem carro. E tanto faz mudar de tipo de lugar em que você for morar, nada vai impedir alguém de chegar por trás, colocar a mão em sua boca, uma arma na sua cabeça e entrar no local.
Enviado por
Vanessa às 12:54 PM
Do Saara ao Pólo Norte
Estivesse eu andando por aí, tropeçasse numa lâmpada, ceticamente a esfregasse e, para minha surpresa, aparecesse um gênio com a proposta de três pedidos quaisquer, não hesitaria em pedir num deles: "a partir de hoje, não mais haverão dias em Campinas cujas temperaturas ultrapassem os 30°C."
Porque é insuportável sair de casa, atravessar o Saara (clima muito quente e seco de dia) a pé para chegar até o local onde vai ter aula e, chegando lá, passar um frio danado com os ares-condicionados das salas, sendo por isso obrigada a carregar uma blusa em sua travessia pelo deserto, pois sabe que logo estará na Artártida. O pior é quando dá para controlar a temperatura mas deixam frio mesmo assim, e, o mais incrível: os professores nunca sentem frio! Chegam com aquela roupa de verão para dar aula, eu passo mais da metade do tempo tremendo de frio e os professores traquilões. Deve ser porque todos eles possuem maior camada de isolante térmico natural (ou células de tecico adiposo) do que eu.
E finda a aula, um passo fora da sala e você se sente numa autêntica sauna. E é claro que essa mudança constante de temperatura não faz mal nenhum à saúde das pessoas...
Enviado por
Vanessa às 3:42 AM
[Cenário: danceteria, mais precisamente a poucos metros das caixas de som. Som ambiente ensurdecedor]
- Oi, (Tunts-tunts!) tudo bem?
- Hein?
- OI, (tunts!) TUDO (tunts!) BEM?
- Ah, tudo.
- FAZ (TUNTS! TUNTS!) QUE (TUNTS!) CURSO? (Pergunta típica das festas organizadas por diversos cursos distintos)
- (Cara estranha, gesto apontando para o ouvido) Tipo, não tô (tunts!) ouvindo nada...
- FAAAAZ (TUNTS!) QUEEEEE CUUUURSOOO?
- Ah, Engenharia (TUNTS! TUNTS!) Química.
- COMO, (Tunts-tunts!) MEDICINA?
- Não, EQ, (Tunts-tunts!)Engenharia Química.
- CIVIL?
- NÃO PÔ, ENGEN.... Ah, dane-se, você não vai ouvir mesmo...
- O QUE VOCÊ FALOU?
- NADA (TUNTS!) NÃO.
- Me (Tunts-tunts!) dá um (tunts!) beijo?
- O QUÊ?
- ME DÁ (TUNTS!) UM BEIJO?
- Ah tá... NÃO.(TUNTS!)
Definitivamente, preciso parar de ir nessas coisas só para fazer social. Rola cada conversa interessantíssima...
Sim, é verdade, aumenta temporariamente a sensação de que eu não seja tão feia com maquiagem e talvez possa, daqui a uns 40 anos, não ser uma solteirona encalhada que vive num apartamento solitário, na companhia de seu animal de estimação e que passa seus dias vazios enganando garotões de 20 num chat com o nick de "G@ta_solitária", enviando fotos falsas alegando ter 18 aninhos por pura diversão.
Mas isso não compensa o saco que é não poder se isolar temporariamente (por ser uma fresca cujo pé começa a doer rapidamente devido a um salto que nem é tão alto) que logo aparecerem os malas (75% absurdamente feios) para ficarem torrando sua paciência. O pior é quando os amiguinhos dos despachados pelo excelente bom humor habitual desta que aqui escreve aparecem depois para defendê-los, só me restando colocar a mão na cabeça, balançar esta levemente e soltar um "tsc, tsc... o que foi que eu fiz para merecer isto!?"
Outro problema é que quase sempre eu pago e só ganho cerveja na faixa (as poucas que eu vou não são open bar), sendo que eu não bebo essa coisa e sou obrigada a fazer doações para meus amigos, tendo que pagar se quiser uma mísera água, hunf!
Enviado por
Vanessa às 2:46 PM
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