Nome: Vanessa I. F.

Idade: 20 anos

Nascida em: 27 de Junho

Habitats: São Paulo/Campinas - SP



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Sexta-feira, Julho 22, 2005

Tipos malas do ônibus (parte 3)

Quando você pensa que já conheceu todos, aparecem mais, de todos os lados.

A malinha onipresente

Em que banco exatamente ele está é um mistério, sabe-se apenas que ele está em algum lugar do ônibus, pois se pode ouvir sua voz perfeitamente.
Perfil: criança com vozinha melosa acompanhada de parente.
Situação: o que se iniciou com um diálogo normal transforma-se em algo realmente irritante para quem está ouvindo (e que não ouve porque quer ouvir, mas porque é impossível não ouvir). São coisas como:

- Contar o número de carros que passam pela janela.
- Enumerar tudo que passa na janela
- Diálogos "Por que?" ou "E depois?" com muitas etapas, um espetáculo.

Exs:
"Olha! Um carro! Passarinho! Êêêê... um rio! Que legal, barquinho! Árvore, Lua, fábrica, carro, caminhão, cachorro, fogo, polícia, (...) carro, carro, carro, ônibus, caminhão, carro..."

"- Onde o titio mora?
- Na Bahia.
- É longe?
- É, tem que passar por um monte de Estados antes...
- Pra ir até lá, o que que vem depois de São Paulo?
- Rio de Janeiro, Minas...
- E depois?
- Paraná...
- E depois?
- Ceará...
- E depois?
- Amazonas...
- E depois?
- Pernambuco...
- E depois?
- Brasília...
- E depois?
(...)"


A malinha do lado

Você é uma pessoa como tantas outras que andam com penduricalhos na mochila, como,por exemplo, uma Hello Kitty fantasiada de sapinho, do tipo que muitos olham e dizem "Ahhh, que fofinha!!!". Está sentada na janela, entretida admirando a linda vista durante o anoitecer (céu multicolorido, silhuetas, Lua deslumbrante e efeitos bacanas devido às nuvens), quando de repente sente um puxão. A criança ao lado gostou do seu chaveirinho cute-cute e tenta arrancá-la de sua mochila. No começo você apenas olha, sorri, tenta esconder seu lado tia rabujenta e pensa "Bah, apenas uma criança, o que ela pode fazer?", e ignora-a. Eis que você se surpreende com a força do pirralho e começa a defender o que é seu. A mãe toma o objeto da mãe do filho, dá uma bronca nele e ele pára. Mas, o pimpolho é brasileiro e não desiste nunca, faz mais umas três tentativas de furto até a mamãe dele, envergonhada, pedir desculpas e trocar de lugar com outro passageiro para dar descanso a você.


O mala da frente:

Eu e minha mania de me preocupar com os outros, quando abaixo o encosto do banco sempre penso na pessoa de trás e tento manter uma altura confortável para mim e que não aperte a pessoa de trás. Mas nesse mundo de fdps parece que eu sou a única babaca que ainda pensa assim.
Imagine-se sentado confortavelmente de pernas cruzadas apoiadas no encosto de pernas, numa viagem longa e cansativa, tentando pegar no sono. Após horas de viagem, de repente, a figura que senta em sua frente abaixa o banco com tudo, esmagando seu pobre joelho, lembrando que com as pernas cruzadas e sobre o encosto de ele fica mais alto.
Quando você vai ajustar a inclinação no máximo, o encosto vai até certo limite e quando você solta ele se fixa num ângulo com a horizontal um pouco maior do que o do limite. O Joselito sem noção da sua frente provavelmente acha que está num avião de 1ª classe e tem a ilusão de que o banco vai ficar a 180°. Antes que você possa descruzar as pernas, o maldito não se contenta em deixar o encosto abaixado o máximo possível, tentar forçar o limite e fica martelando violentamente o banco, como se suas pernas fossem um incômodo e devessem ser eliminadas, pois estão atrapalhando o descanso do pobrezinho, ó! O foda é que demora para ele se tocar de que o banco não vai abaixar mais do que já estava.
Quando ele vai embora (o ônibus pára várias vezes antes do ponto final), você tem uma vontade imensa de soltar um "Ainda bem que esse mala foi embora! Já vai tarde, ô inf...", mas ele estava fardado de policial e próximo a você está um outro ser fardado, logo, você se segura e nem o prazer de amaldiçoá-lo em voz alta lhe é permitido, hunf.


O mala de trás:
São 4 horas da manhã e nada mais natural do que tentar tirar um cochilo. Atrás de você uma criatura está ouvindo seu discman. Você também costuma ouvir seus cds quando está viajando, mesmo quando quer dormir, portanto, a pessoa de trás fazer o mesmo não seria nada de mais, SE ela se limitasse a ficar quieta no seu canto.
Já faz algum tempo que você está incomodado com o barulho que sai do fone do ser, mas dava até para relevar. Quando ele começa a cantar aquele sambão em voz alta, como se não tivesse ninguém ao seu redor, aí já é demais. Mas isso não é tudo. Não contente em dividir com desconhecidos seu ilustríssimo gosto musical que não agrada todo mundo, o feliz anda se empolga e parte para uma batucada nos joelhos, depois, começa a ficar batendo os pés no chão e, nisso, dar joelhadas no banco da pobre criatura que senta em sua frente (lembrando que esta não está com o banco abaixado no máximo, tem uma porrada de gente com o banco mais baixo do que o dela).

Agora, imaginem a ma-ra-vi-lha que é estar numa viagem de 8 horas e ter que aturar o mala de frente e o de trás entrando em ação quase simulâneamente às 4 e pouco da madrugada!


Enviado por Vanessa às 4:33 PM


Terça-feira, Julho 12, 2005

Eu adoro esse texto, explica parcialmente porque eu me tornei tão paranóica e estressada de um ano e meio para cá e me mostra que não estou sozinha, há quem me entenda, ó! Sim, eu sei que é comprido pra caramba e eu só coloco ele porque não agüento mais entrar e dar de cara com o mesmo post de antes, além de que tô indo viajar (interior, terra, mato e inseto, não vai mudar muito minha rotina Campineira) e não tenho tempo de escrever algo decente ("falô" A que escreve posts decentes, ahã...).

Por que a gente é assim?
(Ênio Padilha)

Este texto foi enviado para todos os CREAs do Brasil, bem como para todas as Entidades Nacionais de Engenharia e Arquitetura, com um pedido de publicação em seus respectivos Jornais, Revistas ou Boletins Eletrônicos.
Até o momento temos informação da publicação nos seguintes veículos: WebCrea (CREA-SC), Site do CREA-MG, Comunidade TQS (São Paulo) Além da inclusão em diversas listas e grupos de discussão em diversos Estados brasileiros.


É na Escola de Engenharia que começa a ser destruída a nossa auto-estima. É na Escola de Engenharia que começa a ser forjado o nosso comportamento autodestrutivo, nosso desprezo pelos valores da própria profissão, nosso desgosto com a nossa própria atividade profissional. É na Escola de Engenharia que nasce a nossa falta de coragem empresarial e essa submissão inaceitável aos caprichos dos clientes. É batata !

Toda vez que, numa conversa qualquer, o assunto "comportamento no mercado" vem à tona acabamos caindo nas inevitáveis comparações de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos com Médicos, Dentistas e Advogados... Quando me perguntam o que eu acho disso (dessa comparação de profissionais tão diferentes) respondo sempre a mesma coisa: acho que essa comparação é JUSTÍSSIMA. Se eu, engenheiro, por qualquer motivo, tiver de ser comparado com outros profissionais, acho muito justo que seja com médicos, com dentistas ou com advogados. Afinal temos muito mais coisas em comum do que diferenças. Somos todos prestadores de serviços. Nosso produto (nosso serviço) é altamente especializado e todas essas atividades demandam profissionais com capacidade intelectual superior. Não se chega a ser médico, advogado, dentista, agrônomo, arquiteto ou engenheiro apenas por ter um belo par de olhos, uma voz doce ou algum dinheiro no banco...

O exercício das profissões e o comportamento empresarial de cada grupo, no entanto, é o que tem construído enormes diferenças operacionais, comportamentais e, conseqüentemente, patrimoniais, entre engenheiros médicos, arquitetos, dentistas, advogados e agrônomos. Mas isso não elimina as semelhanças imensas que sempre tiveram e que ainda têm. Neste texto concentramos nossas reflexões sobre a formação dos profissionais de engenharia. No entanto, nossa experiência e a convivência com milhares de arquitetos e agrônomos dos mais distantes lugares do Brasil nos permitem acreditar que os conceitos podem se estender sem problemas também para esses profissionais.

Voltemos no tempo. Voltemos ao tempo em que essa pessoa (que hoje é um engenheiro) tinha seus quinze, dezesseis anos, um ou dois anos antes do vestibular. Esse moço ou essa moça é, muito provavelmente, um dos melhores alunos da sua sala (talvez da escola). É um expoente estudantil, requisitado pelos colegas, elogiado pelos professores, respeitado pelos pais, de quem é motivo de muito orgulho, valorizado pelos parentes, pelos vizinhos, admirado pelas garotas (ou garotos).

Comparemos nosso amiguinho com o estudante de quinze ou dezesseis anos que virá a ser médico, dentista ou advogado. Veremos quase nenhuma diferença. É isso mesmo. Na origem, são todos iguais. Têm o mesmo perfil, a mesma história, o mesmo rendimento. Todos são brilhantes e bem sucedidos.

Vem o vestibular. Ingressa, cada qual na faculdade que escolheu... E é aí que as diferenças começam a aparecer. Os estudantes de medicina e de odontologia são enquadrados em um ambiente novo, com pessoas que se vestem de uma maneira diferente, se comportam de uma maneira diferente e que estabelecem uma identidade visual (e, por decorrência, uma identidade psicológica) com a atividade profissional que irão exercer alguns anos depois. Os estudantes de direito, já nos primeiros meses de escola convivem com professores que vão para as aulas de terno, gravata, sapato social, barba feita ou bem cuidada. E o mais interessante: aqueles senhores e senhoras respeitáveis, bem vestidos e de fina educação (os professores), tratam os seus alunos por "senhor" ou "senhora", com toda a fineza e educação que a prática profissional recomenda. E estimulam seus alunos a acreditar e se convencerem de que são superiores. Que estão se preparando para "falar com o Estado" (privilégio que não é concedido a nenhum outro profissional...). Enfim, aprendem que precisam respeitar os outros, mas aprendem, antes de tudo, que precisam exigir respeito para si.

Nos últimos anos de faculdade, estudantes de odontologia e medicina já se vestem como se médicos ou dentistas fossem. Freqüentam clínicas e atuam como profissionais na área da saúde. Assumem, enfim, um ou dois anos antes de terminada a faculdade, todo um comportamento típico de médico. De dentista. Os estudantes de Direito, por sua vez, a partir da Segunda metade do curso, já se vestem como advogados (roupa social, sapato, eventualmente gravata e um terno ou blazer...). Mantêm com os seus professores e com os seus colegas um comportamento e um vocabulário apropriado para as lides jurídicas. E, o mais importante: são tratados, pelos seus professores, como Doutor. (Dr. Fulano, termine seu relatório até a próxima aula. Dr. Sicrano, esteja preparado para a prova final, na sexta-feira.). Apesar de ainda não terem concluído o curso.

Os estudantes de engenharia, ao contrário, desde o início do curso, a única diferença que eles conseguem perceber na faculdade, em relação ao ensino médio é o grau de dificuldade (que simplesmente quintuplica!) Não existe nenhum estímulo a um comportamento novo, nenhuma referência, um exemplo positivo de comportamento. Nenhuma motivação para um desenvolvimento psicológico alternativo. Nenhum elemento que interfira na formação do profissional do ponto de vista da sua imagem física composta de aspectos visuais e comportamentais. A vida social, no ambiente da faculdade, é muito restrita, quando não inexistente. Além do mais, a faculdade entra na vida desses jovens como um elemento de ruptura. Os alunos são colocados em uma condição a que eles não estavam acostumados. Estavam acostumados a tirar notas máximas com a maior facilidade e, de repente, passam a sofrer e ter grandes dificuldades para obter notas mínimas ou médias. Deixam de ser respeitados pelos seus professores que se tornam distantes e autoritários e perdem a admiração dos colegas que estão todos desesperados tentando se salvar de uma coisa que ainda não estão entendendo direito.

Não que as faculdades de medicina, direito ou odontologia sejam fáceis. Ocorre que lá os estudantes têm compensações psicológicas que os estudantes de engenharia não têm. Essas faculdades, por diversos mecanismos, inexistentes nas escolas de engenharia, dão continuidade ao amadurecimento psicológico e social do futuro profissional.
E, com isto, mantêm em alta a motivação e auto-estima dos seus estudantes. Na engenharia não existe nenhum processo de acompanhamento psicológico para aquele estudante desesperado que teve a sua carreira de sucesso estudantil subitamente interrompida (mesmo os alunos que continuam conquistando notas altas, acabam sentindo a falta do aplauso dos colegas, do respeito dos professores e da admiração coletiva). E não existe ninguém para explicar o que está acontecendo. Ninguém para dizer a este estudante que ele não é tão inepto ou incapaz como, algumas vezes os professores parecem querer provar.

É quase geral, por parte dos professores, nas escolas de engenharia, o exercício gratuito de poder e o terrorismo psicológico. E o aluno, que entrou na faculdade no auge positivo da auto-estima, vai recebendo, ao longo de cinco anos, das mais variadas formas, uma única mensagem: "Você não é tão bom quanto você pensava que fosse!". Ao contrário dos estudantes de direito, medicina ou odontologia, que têm como professores, profissionais que atuam no dia-a-dia de suas atividades, os estudantes de engenharia passam cinco anos submetidos aos rigores (e, em alguns casos, caprichos) de engenheiros que não atuam, profissionalmente, como engenheiros e sim como professores, e que, portanto, não têm a vivência da atividade profissional e não têm a ciência ou a consciência das relações comerciais que vão definir o sucesso ou o fracasso dos profissionais que eles estão formando. Como resultado disso, ao final de cinco anos, o estudante de engenharia se transforma em um engenheiro. E este engenheiro é completamente desprovido de auto-estima, de respeito próprio, de prazer profissional ou de consciência de mercado. Na metade do último semestre da faculdade, dois meses antes de receber o diploma e ser entregue aos leões do mercado, o estudante de engenharia ainda é tratado como mero es-tu-dan-te. Em momento algum, durante a faculdade, o estudante de engenharia é tratado como engenheiro. (...)"

Texto completo em: http://www.eniopadilha.com.br/eniopadilha_porqueehqueagenteehassim.pdf
Resumindo: Engenharia é O curso em que o aluno só de ferra do primeiro ao último dia de aula. Oh yes!


Enviado por Vanessa às 7:46 PM


Segunda-feira, Julho 04, 2005

Algum dia de Junho...

A criatura que aqui escreve está em seu quarto e acorda subitamente de madrugada. O quarto está totalmente escuro, não se enxerga um palmo à sua frente, mas ouve-se uma respiração alta no recinto. Com sono, pensa: "Ué... tem gente no quarto? Mas eu durmo sozinha aqui em São Paulo!"
Um pânico começa a invadir seu ser. Não se mexe, não sabe o que pensar - "Assaltante? Assombração? Duendes? Um ser extraterrestre? O monstro do armário? Meus bichos de pelúcia criaram vida?" - fica na dúvida entre ficar parada e tentar voltar a dormir como se nada tivesse acontecido ou pegar o celular e tentar dar uma iluminada no local. Opta pela segunda opção.
Discretamente, procura desesperadamente o maldito aparelhinho. Encontra-o, hesita um pouco, mas finalmente aperta um botão qualquer e eis que surge a luz! Direciona-a em direção ao lado de onde vem o som e chega à seguinte conclusão:
"Humm... Vejamos... Essa mesa, esse colchão ao chão, esse piso, esse ser dormindo respirando alto... hein? eu tô em Campinas! Dãããã Vanessa, se mata!"

Depois de uma situação vergonhosa como esta, concluí que não estava mais em meu estado normal de sanidade. A paranóia tomara meu ser, minha noção de tempo estava um caos (não me lembrava que dia da semana era), minha memória estava falhando para coisas banais. Estava mesmo precisando de férias, reduzir a quantidade de dx, dt, dA, ds, dS, integrais e somatórios em minha vida.

Agora que as alcancei (tá, tem exame, mas não me preocupa), posso finalmente dizer: a melhor coisa das férias é poder acordar todo dia depois das 13h e dar-se ao luxo de passar horas alimentando seu vício pela trindade computador-internet-som alto sem ninguém olhando para você com cara de "ô nerd, tsc, tsc" ou "Vergonhoso".


Enviado por Vanessa às 3:14 AM


Domingo, Julho 03, 2005

Da série: professores infelizes (o último por um bom tempo, espero)

Dias antes da prova...

Eu: Professor, uma dúvida minha. Tem uma monte de fórmulas que para deduzir, putz, enche o saco, vai ter que deduzir tudo na prova?
Professor: Não, só se for pedido no enunciado.
Eu: Se eu, por exemplo, precisar usar o campo magnético do fio reto e não pedir a dedução, posso colocar direto a formulinha?
Professor: Pode.
Eu: ok!

Prova corrigida: um problema de circuito tem como solução uma equação diferencial que nem o livro deduz decentemente, requer um pequeno conhecimento básico de cálculo 3. Na turma há alunos de um curso que não aprendeu a resolver equações diferenciais. Não se pede a dedução da fórmula, todo mundo coloca a fórmula direto nas 4 letras da questão. O professor desconta nota de todo mundo (foi o único, os demais não cobraram), é a única turma que não tem nenhum 10. Teria um se não fosse esse desconto, a garota foi reclamar (e não chorar nota, pois não precisava nem um pouco) indignada, sem resultados. Alunos quebram o pau com o professor e têm que ouvir coisas como:

"Vocês estão reclamando demais. Esse ano estava muito fácil, olha o tanto de gente que passou, normalmente só 30% passam sem exame."

Em tal questão percebe-se que o professor passou um corretivo sob a nota original. Pela frase, imagino que tenha ficado injuriado por terem tantas notas que permitiam aos alunos passarem direto que decidiu criar esse novo critério na correção e abaixar a nota de todo mundo para deixar mais gente de exame.

Esse amado professor é o mesmo do post de baixo, ele é mais sádico do que eu imaginava. Eu deveria ter gravado a porcaria da conversa que eu tive com ele antes da prova para ter o prazer de jogar na cara dele a contradição entre suas palavras e ações. Putz, nunca imaginei que fosse sentir tanta falta de um maldito gravador na graduação!


Enviado por Vanessa às 5:08 AM