Nome: Vanessa I. F.

Idade: 20 anos

Nascida em: 27 de Junho

Habitats: São Paulo/Campinas - SP



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Quinta-feira, Janeiro 26, 2006

Cinema

Numa situação normal, você chega na bilheteria, pede o ingresso para filme tal da sessão tal, recebe, paga e se manda. Como o normal não curte se cruzar comigo...

20:00 - Bilheteria

Legendas:
V = Eu (ó, que surpresa...)
B = Moça da bilheteria
Parênteses = meu pensamento

[V] Oi, me vê duas meias pro King Kong, das 20:30, por favor.
[B] King Kong?
[V] Ahã.
[B] Sabe que o filme tem quase 3 horas de duração?
[V] É, eu sei.
[B] Das oito e meia?
[V] É... (Um filme dessa duração à essa hora da noite, lógico que só tem uma sessão e é claro que se eu tô pedindo é essa. Sem falar que eu já falei antes, mas beleza...)
[B] Essa sessão acaba tarde, vão sair de lá só 15 pra meia-noite.
[V] Tudo bem. (Eu sei fazer contas tia, é o que eu mais sei fazer sendo engenheira. Vai logo!)
[B] Vai querer?
[V] Vou, uai! (Dai-me paciência... você seria uma péssima vendedora.)
[B] Ok, só pra confirmar, duas meias pro King Kong da sessão das oito e meia, 3 horas de duração o filme, certo?
[V] Exato! (Anda!)
Pago e recebo as entradas.
[B] Bom filme!
[V] Obrigada! (Uff! Até que enfim, hein, tia!)

20:25 - No escurinho do cinema

Entro no cinema, dou uma olhada geral e encontro o lugar perfeito: no meio da tela, no fundo, com distância de 3 cadeiras para as pessoas da mesma fileira, ar condicionado longe da cabeça, nenhum altão na frente, crianças por ou grupo de estudantes malas que não calam a boca por perto, é o êxtase! Acomodo-me alegremente em meu lugar e aguardo o início do filme. Após o início do trailler, que eu adoro assisir, alguns atrasados atrapalham procurando lugar para sentar, mas tudo ok, meu lugar continua sendo lindo e maravilhoso.

O filme tem classificação etária 12 anos, mas tem uma maldita lei/decreto/sei lá o que que permite que pessoas abaixo da classificação etária entrem se acompanhados dos pais, o que justifica a desgraça de certas sessões e a aparência jardim de infância das platéias nos shows de certos artistas. Eis que chega uma família de 5 pessoas: mamãe, papai e 3 pimpolhos com no máximo 10 anos. Primeiro pensamento, proveniente da voz da experiência: "NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÂAO!!!". Segundo pensamento: "Ahhhh!!! Fiquem longe de mim!!!". Terceiro pensamento: "Um filme longo e a essa hora da noite, o que eles estão fazendo aqui com essas crianças? Nossa, a tia da bilheteria teve ter conversado com eles mais do que comigo."

Fico então escutando a família: "Acho que a gente vai ter que se separar, não tem lugar pra 5 juntos. Ah, tem uns próximos lá na frente, vamos!" Antes que eu pudesse fazer A cara de felicidade, o casal imediatamente atrás de mim solta: "Ei, senhor! Se quiserem podem ficar aqui, a gente muda de lugar!". A vontade de socar o casal foi inevitável, mas é claro que certas coisas ficam apenas no pensamento...

Paf! Pow! Ai! Logo começo a sentir as mãos de cada pirralho que entrava na fileira encostando na minha cabeça (quase um soquinho), pois criança que é criança sai andando se apoiando e encostando em tudo que tem direito, e, bem educadas que elas são, desculpas, zero. E ainda tenho que ouvir provas do quão preparadas para o filme são as crianças: "Calma, depois que começar o filme ela percebe que o macaco não vai sair da tela...". No comecinho do filme, o casal do meu lado mudou-se de lugar, não sei a razão ao certo, e fiquei com inveja deles.

Durante o filme, as crianças saíram para o banheiro, e, é claro, minha cabeça estava no meio do caminho e teve o privilégio de saber claramente quando cada uma delas entrava e saía. Mas o melhor foi a honra de poder ouvir claramente cada hora que alguma delas disparava a falar (e demorava para parar!) com seus comentários altamente pertinentes ao momento: "Ihihihi... que romântico, a mocinha encontra o seu amado!", "Acho que agora ela já percebeu que o macaco não vai sair da dela", "Hehehe... nossa, que legal, parece blábláblábláblá....".

No final do filme, o mais falante estava chorando pela morte do Kong, tive que me segurar e andar mais rápido para não soltar "Pô, mas quem devia estar chorando era eu, hunf!".

Sobre o filme:
- Primeiro, não assisti aos antigos, não posso comparar.
- Existem filmes longos ("E vento levou..." por exemplo) que são longos porque precisam ser longos, mas esse é longo pela enrolação. Torra um pouco a paciência isso, dava pra ter cortado tranquilamente umas partes na ilha, as quais tá na cara que foram incluídas apenas para utilizar mais os efeitos especiais e acabaram-se cansativas.
- Eu sempre achei o Adrien Brody um cara feio pra caramba, mas não nego que ele tá um charme nesse filme, até cheguei a considerá-lo bonito em alguns momentos e esqueci o narigão, o que é difícil para mim.
- No geral é um filme bacana para se assistir.


Enviado por Vanessa às 5:23 PM


Ó mouse querido

Retificando o dito anteriormente, se você quizer que ele vá um pouco para cima ele vai um pouco, mas se fizer o movimento para subir repetidamente, é 100% certeza que você chega ao final da página. Alguém sabe quanto custa um mouse normal e barato com scroll?


Enviado por Vanessa às 4:54 PM


Sábado, Janeiro 21, 2006

Ó, que mouse lindo e maravilhoso é o meu: um durex (daqueles grossos de fechar caixa de papelão) segurando a tampa que prende a bolinha e um "scroll" aleatório: quando você quer que a página suba, é 60% de chances de subir e 40% de descer.


Enviado por Vanessa às 1:57 AM


Terça-feira, Janeiro 10, 2006

Da série: Momentos de inutilidade

Alguém consegue terminar esse jogo sem enlouquecer um pouco e sem a ajuda de um detonado?

Para treinar: Hapland.


Enviado por Vanessa às 2:43 AM