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Da série: tipos malas do ônibus
O luz acesa
Admirável criatura que consegue passar uma viagem de 8 horas que se inicia de noite e vai madrugada adentro com aquela luz acima do banco acesa, sim, aquela luz que as pessoas normais costumam utilizar rapidamente quando precisam procurar algo ou em caso de urgência. Detalhe: é a única pessoa do ônibus com a luz acesa e impede pessoas como o pobre ser que senta atrás ou do lado dela de ter um bom sono.
O fica para trás
Tá ligado naqueles ônibus que antes de chegar ao destino final param em várias cidades para descarregar passageiros? O correto nesta situação é que nessas paradas somente os passageiros que irão ficar nelas desçam, peguem suas bagagens e o motorista vá logo embora.
Segundo as palavras do motorista: "o fica-para trás é o típico passageiro quer sai do ônibus quando não deve, mesmo a gente avisando, demora e se o motorista perde a paciência de esperá-lo ou não perceber sua ausência, deixando-o para trás, fala pro mundo inteiro que o motorista é malvado, vai reclamar com a empresa e fazer escândalo."
É aquele mala que desce na parada errada apenas para usar o banheiro e demora meio século para voltar. Detalhes importantes: o ônibus possui banheiro interno razoável e já teve parada no meio da viagem para comprar coisas ou utilizar um banheiro externo. Ele consegue atrasar uma viagem que já é longa apenas por um capricho seu e costuma ser ofendido pelos demais passageiros quando volta.
O banco defeituoso
Não é uma pessoa, mas um tipo de situação que incomoda bastante.
É aquele banco maravilhoso que trava na posição 90° justamente naquele ônibus lotado onde você não tem opção de troca de lugar, sendo obrigado a viajar com a coluna totalmente ereta e na cabeça ainda ter aquele calombo do encosto para ajudá-lo a ter um dor no pescoço.
Ou então o oposto: o banco não trava em nenhuma posição, você apóia as costas, faz uma forcinha e o encosto abaixa mas não se fixa, conforme a movimentação do ônibus o encosto sobe e desce, sobe e desce... se der uma brecada brusca você vai pra frente e o banco volta a 90°. Você é obrigado a ir controlando com sua força a altura desejada, mas esta nunca se mantém constante.
Finalizando: O banco do vizinho sempre abaixa mais do que o seu.
Enviado por
Vanessa às 7:59 AM
Da série: Tipos malas do ônibus
A mãe sem voz ativa ou
a criança birrenta do banco de trás
Sempre que estou chegando perto de meu assento, ligo um radar para localizar a presença de crianças ao redor e assim prever como será minha viagem. Naquele dia a sensação foi horrível: crianças na frente, atrás e na diagonal, probabilidades de desastres elevadíssima. Tive um certo alívio quando ouvi a senhora dizendo para a mãe de trás que o filho estava no lugar dela e a mãe saiu com o filho procurando outro assento onde pudesse ficar juntos, mas não adiantou muito, veio outra com um filho de colo e ocupou a vaga restante, que sorte...
O começo foi lindo: a criança não parava de falar e fazia aquela coisa que eu mais odeio: colocava as mãos no banco da frente (o meu) e tentava descobrir quem estava sentado lá, falando sempre "quem taí, hihihi?", e dá-lhe desviadas, mãozinhas no meu rosto, puxadas de cabelo e tapas meus na mão do infeliz pra ver se ele parava (e deu certo). E a mãe não fazia nada, só falava com voz mansa "pára filhinho... a moça não gosta..."'. Como o molequinho não sossegava a boca, eu decidi catar meu discman e ficar ouvindo com um volume alto para ver se abafava o som. Melhorou, mas nem tanto. Para piorar, a pilha acabou rapidamente e eu não tinha reserva. Eu estava com um baita sono, tinha que poupar energia para a porrada de coisas que eu tinha para fazer quando chegasse, aí consegui dormir um pouco e esquecer o que estava ao meu redor. Mas durou pouco, logo fui acordada pela voz de vocês sabem quem:
- Naanananana...nananananana...naaaaaa
- Pára filho...
-NaNANANAAAANAAA..NANANANAAAAA!!!!
- Hehehe... tadinho, ele faz isso pra chamar a atenção. Pára filho...
Uns dois minutos depois ele parou.
Putz, tadinho!? Sem comentários, deve ter acordado o ônibus inteiro! Não consegui mais dormir e o resto da viagem fui atormentada pelo pimpolho também empurrando o meu banco (parece que tem alguém dando uns coices no seu banco). Tentei aliviar o incômodo subindo a altura do encosto, mas ficou altamente desconfortável para mim e não adiantou nada. Normalmente, quando eu vejo criança doente e com tosse eu morro de dó, mas nesse caso abri uma exceção e comecei a jogar praga na criança, soltando um "morre desgraçado!" a cada ataque de tosse dele (eu vou pro inferno, ó!).
Quando chegamos na rodoviária, fiz questão de olhar para trás quem era o capeta e sua mãe. Para minha surpresa, no banco atrás de mim estava uma simpática velhinha. Hein??? Como assim? Resumindo: a mãe estava no banco de trás do passageiro do meu lado e deixava a criança livre para transitar entre o banco dela e o da velhinha, e quem acabou sofrendo fui eu. EU MEREÇO!!!
Os desatentos
Estudando em outra cidade, toda sexta eu venho a São Paulo e retorno a Campinas no domingo. Como a rodoviária do Tietê é longe pra caramba de minha casa, vou até a rodoviária da cidade vizinha, a qual possui apenas três horários de ônibus e só um me é viável. Eu sempre chego em Campinas cima da hora de passar o ônibus que me leva ao terminal de Barão Geraldo (3.60), muitas vezes eu chego e este já está no ponto. No terminal BG eu preciso pegar outro ônibus que me leve até em casa, porém, eu moro no fim de mundo e a freqüência com que passam ônibus lá é triste. Se eu pego o 3.60 que eu quero, chego ao terminal e espero "apenas" 40 minutos pela saída do meu ônibus. Se eu perco esse 3.60, ou eu dependo de vans sem horários pra passar (e pago passagem duas vezes) ou espero o próximo, porém, pegando este, devo aguardar mais de uma hora pela saída do outro (que sai depois da 23h) ou gastar R$13,00 em táxi. Tudo isso é para explicar que casa minuto de atraso no ônibus que me leva para Campinas me dá um desespero.
Voltando ao tema do post...
O ônibus havia chegado cedo, eu já estava acomodada, o motorista já havia vendido todas as passagens de ônibus restantes e eu aguardava a saída às 18h35min. Eis que eu ouço uma gritaria lá fora (pra falar a verdade, um barraco). Uma mulher comprou passagem para o "ônibus das seis" para domingo. O normal é ter ônibus às 13:00h, 18:35h e 20:00h, porém, por ocasião do feriado, novos horários extras foram abertos, um às 6h da manhã. Já dá para imaginar, não? A mulher queria a passagem para o ônibus das seis e trinta e cinco da noite e recebeu o das seis da manhã, não conferindo a passagem para ver se batia com o que queria (engano duplo: da cliente e da vendedora). Ao comprar a passagem, a obrigação do cliente é ver se está tudo ok, foda-se se tem uma fila enorme pressionando atrás de você, afinal, quem é que compra algo sem conferir a mercadoria? Uma vez comprado, é direito da pessoa poder trocar a passagem ou desistir desta até 3 horas antes da viagem, cado contrário, já era. Pelo que entendi, a mulher comprou a passagem na sexta e ficou todo esse tempo sem perceber o engano no horário. Uma vez que ela perdeu o horário do ônibus, não tinha mais direito nenhum. A mulher então se instalou no ônibus e falou que de lá não ia sair. Teve bate-boca entre os funcionários da empresa e a mulher, ligações para a diretoria da empresa, ameaça de ligar para o Procon, tentativa de embarque no ônibus das 20h e nada de acordo. Após mais de 20 minutos de atraso, com a mulher grudada num assento, o motorista desiste e vai embora. E meu bolso lamentou-se naquela noite, arcando com R$13,00 de táxi (parece pouco mas é muito para pobres estudantes), hunf!
Enviado por
Vanessa às 4:41 PM
Realidade na faculdade
I
[Professor]: Ei, por que não tem ninguém prestando atenção na aula hoje? O que é essa lista que vocês estão copiando? Não quero ver ninguém copiando a minha lista na minha frente, viu?
[Aluno]: Não se preocupe, a sua lista a gente copia na aula dos outros.
II
Eu já havia tirado notas realmente baixas na faculdade, mas todas foram por falta de estudo. O primeiro 2,0 num teste de cálculo assustou, mas depois desse, se fosse algo "administrável" eu nem me estressava mais. O primeiro zero redondo veio num teste o qual eu disse que ia estudar de manhã e perdi a hora, tive que sair correndo de casa e cheguei 15 minutos atrasada, o 2,0 na prova final de física foi negligência minha por saber que só precisava de 2,0 pra passar.
Mas essa nova fase de me matar de estudar e conseguir a proeza de não conseguir terminar nenhuma questão na prova me é novidade (praticamente a turma inteira se danou), realmente, não estou a fim de me acostumar com isso. E vá pro inferno a professora, eu também não sou obrigada a resolver equação de terceiro grau na mão ou saber usar HP pra resolver isso, hunf! (Eu sei fazer várias coisas legais na minha, mas isso ainda não).
Enviado por
Vanessa às 10:51 PM
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