Nome: Vanessa I. F.

Idade: 20 anos

Nascida em: 27 de Junho

Habitats: São Paulo/Campinas - SP



Para Momentos de Inutilidade

A Espiral

Denise Millenia

Drogas Sintéticas

Intoxique

Inutilia Truncat

Mausoléu dos Desvairados

(N)on Hiatus

Sobre Felinos

Requiém



Créditos

Hospedagem: Blogger

Comentários:

Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com

Banner: Paint


Arquivo

Sábado, Agosto 26, 2006

Pequena fábula sobre a vida estudantil
ou
Como se ferrar legal na faculdade

Era uma vez uma matéria chamada "Laboratório de engenharia química". Tal disciplina é um saco e ministrada pela professora Xxxxxx, a qual não despertou a simpatia dos alunos. A disciplina exige que antes de cada experimento seja entregue pelo grupo um pré-relatório, cuja realização é trabalhosa e que deve conter uma série de coisas, incluindo um programa computacional para tratamento dos dados coletados durante a realização do experimento.

O pré-relatório deveria ser entregue na segunda-feira, para a conclusão dele parte do grupo passou o final de semana trabalhando na elaboração de um programa em linguagem C. Como fazia um ano e meio que ninguém programava, o negócio foi altamente estressante, mas no dia do experimento tudo foi entregue bonitinho para a PED responsável pelo nosso grupo. Até aí beleza.

Abre parênteses

Antes de prosseguir, uma breve explicação sobre o funcionamento de programas em linguagem C segundo me lembro. O código do programa deve ser escrito em um programa específico e salvo em um arquivo de extensão ".c", o qual pode ser editado. Ele não faz nada por si só. O arquivo ".c" pode ser compilado, fazendo isso você cria um arquivo executável ".exe", ele pode abrir numa janelinha DOS e você pode entrar com dados, comandos, etc.

Fecha parênteses

A questão se complica apenas quando na quinta-feira aquela que aqui escreve [V] está com as amigas [A] conversando e chega um indivíduo [W]:

[W] Gente... vocês não sabem o que aconteceu... eu tô fu**** para sempre na FEQ!
[A] Por quê?
[W] Eu tive que fazer um programa pra Xxxxxx (nome da professora). Aí eu estava testando ele agora e logo no começo, na hora de entrar os dados, aparece: "Entre com os dados no sistema internacional, Xxxxxx vacona:"
[A] Como é que é!?
[W] Eu enviei pra professora um programa e logo no começo aparece "Entre com os dados no sistema internacional, Xxxxxx vacona:"
[V + A] Haahuahahuahuahua!!! Não acredito! Você tá ferrado mesmo!
[W] Vai rindo Vanessa, você também tá ferrada porque você também é do meu grupo.
[V] Cof! Cof! Cof! PQP! C******!!!Você fez isso no nosso programa de YYY (sigla da matéria)!?
[W] Fiz!
[V] Como!?

Resumindo a conversa que se seguiu: no meio do estresse os programadores resolveram fazer brincadeirinhas no código enquanto ele não era finalizado. Até o programa ficar perfeito era uma repetição de editar o código, salvar em ".c", compilar e testar. Quando o programa funcionou perfeitamente, W apagou o "Xxxxxx vacona" do código mas esqueceu de compilar, e nosso arquivo ".exe" foi enviado com a 'pequena' pérola.

Vanessa já deu o nome de "Projeto_mala" para a macro de uma planilha em Excel, o professor viu e fez algum comentário para sua pessoa (ele a conhece tão bem que sabia quem nomeou a macro) no meio da aula, não deu nada. Outros já nomearam apresentações com coisas leves do tipo e conseguiram passar ilesos. Mas algo tão singelo como chamar aquele amor de professora, tão rígida, exigente e brava, de vacona, no meio do trabalho, e de um modo tão visível, merece o posto de campeão.

A esperança dos pobres alunos é que a professora Xxxxxx não tenha tentado testar o programa ainda e que a PED que nos orientou neste experimento seja a responsável e única pessoa com acesso a ele. Sendo esta hipótese válida, como ela é boazinha e gente boa, esperam eles que ela vá entender sua situação e ajudá-los, caso contrário, estão realmente perdidos (= eufenismo para fu*****).

Moral da história: Nunca despeje seu estresse com algum trabalho neste trabalho. Pessoas estressadas têm altas chances de cometer alguns equívocos e a chance de deixar pistas são elevadas. Se não for possível evitar, redobre a atenção na hora de entregá-lo. Se a catástrofe já aconteceu e não há muito a fazer, faça como eu. Divulgue sua desgraça para o mundo e faça as pessoas sorrirem por não estarem na sua pele.


Enviado por Vanessa às 4:35 PM